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Jovens contam histórias para mudar condição juvenil no país

As jovens Vanessa Silva e Beatriz Pereira da Silva Santos estão entusiasmadas e com a cabeça repleta de idéias após participarem do curso de formação do Movimento Um Milhão de História de Vida de Jovens, realizado no Museu da Pessoa, em São Paulo.

Elas, que são integrantes do Programa Agente Jovem de Várzea Paulista, fizeram parte de um círculo de histórias onde puderam relatar episódios de suas vidas e compartilhar experiências com jovens de outras cidades. “Ficamos apaixonadas pelo Movimento e temos certeza que muita gente de Várzea vai querer participar”, avalia Vanessa.

O Movimento, criado numa parceria do Museu da Pessoa e a Ong Aracati, pretende mudar a condição dos jovens no Brasil através da contação de histórias. Para tanto, dezenas de organizações brasileiras que atuam na área juvenil estão se mobilizando para difundir o movimento.

Carolina Misorelli, coordenadora do “Um Milhão”, conta que a idéia surgiu a partir da experiência do Museu da Pessoa, que já registra mais de 8 mil depoimentos de cidadãos anônimos, vindos de todo o país. Com apoio da Fundação Kellogg, o movimento já conquistou a adesão de mais de mil jovens e entidades de peso, como o Instituto Paulo Freire, Pastoral de Juventude, Fundação Casa, Cedeca Interlagos e a Ong indiana Ashoka, além de entidades da Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

A vida como ela é

No movimento, a história oral se torna uma ferramenta de mobilização social. Através dos círculos de histórias os jovens criam uma rede que conquista mais adesão a cada dia.
As histórias são publicadas pelos próprios jovens no site http://iredes.cesar.org.br e também divulgadas através de boletins, cartazes, peças teatrais, vídeos e programas de rádio. “A contação de histórias aproxima esses jovens, rompendo barreiras e preconceitos. Da forma mais simples, eles conseguem ampliar seus horizontes e, na maioria das vezes, revelar assuntos que são de interessa nacional”, revela Carolina.

Para o historiador Danilo Eiji Lopes, os círculos deixam todos em posição de igualdade. “Nesse momento eles quebram preconceitos e passam a compreender outras realidades. A história tem um poder que cria essa identidade coletiva”, avalia.

O jovem Diego Ceck, que viveu até os 18 anos em orfanatos, revela que o círculo serviu como um desabafo. “Você conta sua vida. Conhece a vida dos outros e passa a refletir sobre sua própria história. Passa a entender que tem gente sofrendo tanto ou mais do que você. E que tem gente pra te ouvir. Foi muito importante fazer parte de um círculo de histórias”, afirma.

Em Várzea Paulista os círculos devem começar pelos agentes jovens e posteriormente se difundir nas escolas e nas comunidades. A metodologia do movimento também poderá ser utilizada para a criação de um acervo de depoimentos dos moradores mais velhos da cidade, criando uma memória cultural e social em Várzea Paulista. Mais informações podem ser obtidas através do site www.museudapessoa.com.br.

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FILME: Crianças Invisíveis

Título original: (All the Invisible Children)

Lançamento: 2005 (Itália)

Direção: Mehdi Charef, Kátia Lund, John Woo

Duração: 116 min

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